Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado, te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz e o riso abafado do amor. Oh, isso - isso só - é bastante para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer dentro do meu peito! Pois basta que, por um instante, eu te veja para que, como por magia, minha voz emudeça; sim, basta isso, para que minha língua se paralise, e eu sinta sob a carne impalpável fogo a incendiar-me as entranhas. Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas soa-me aos ouvidos; o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (...)
Não falarão mais de amor
meus versos serão lacônicos, dietéticos pluviais... discorrerão ao
nada. Cheios de jactância como se da vida lecionasse mas o nada será o
destino.
Á parte com os quixotismos Mal gastos e cênicos arlequim
da vida alheia negaceiro de mim mesmo Não falarão mais de amor meus
versos
Prefiro falar de flores... E se as flores também
amarem? Céus... que me cercam os amores Quero ser pragmático Não
mais falarei disso!
Falarei então, de misérias de guerras,
suicídio...
Mas... e se for por amor a vida que se dê cabo dela? E
se for por amor, a miséria? Miséria por amor? Ora, amor a si
mesmo
Certo... Declamo qualquer coisa Mas não falarão mais de
amor Não os meus versos!
Quem me roubou a minha dor antiga, E só a vida me deixou por dor ? Quem, entre o incêndio da alma em que o ser periga, Me deixou só no fogo e no torpor ?
Quem fez a fantasia minha amiga, Negando o fruto e emurchecendo a flor ? Ninguém ou o Fado, e a fantasia siga A seu infiel e irreal sabor...
Quem me dispôs para o que não pudesse ? Quem me fadou para o que não conheço Na teia do real que ninguém tece ? Quem me arrancou ao sonho que me odiava E me deu só a vida em que me esqueço, "Onde a minha saudade a cor se trava ?"
FERNANDO PESSOA
FERNANDO PESSOA: Eterna companhia de minha alma... Nos momentos de louca solidão Nas horas de beleza sem fim... Toda a minha vida Esta e outras que tiver Quero estar sempre junto DELE!
Como um fósforo a arder antes que cresça a flama, distendendo em raios brancos suas línguas de luz, assim começa e se alastra ao redor, ágil e ardente, a dança em arco aos trêmulos arrancos.
E logo ela é só flama, inteiramente.
Com um olhar põe fogo nos cabelos e com arte sutil dos tornozelos incendeia também os seus vestidos de onde, serpentes doidas, a rompê-los, saltam os braços nus com estalidos.
Então como se fosse um feixe aceso, colhe o fogo num gesto de desprezo, atira-o bruscamente no tablado e o contempla. Ei-lo ao rés do chão, irado, a sustentar ainda a chama viva.
Mas ela, do alto, num leve sorriso de saudação, erguendo a fronte altiva, pisa-o com seu pequeno pé preciso. RAINER MARIA RILKE
Na véspera de não partir nunca Ao menos não há que arrumar malas Nem que fazer planos em papel, Com acompanhamento involuntário de esquecimentos, Para o partir ainda livre do dia seguinte. Não há que fazer nada Na véspera de não partir nunca. Grande sossego de já não haver sequer de que ter sossego! Grande tranqüilidade a que nem sabe encolher ombros Por isto tudo, ter pensado o tudo É o ter chegado deliberadamente a nada. Grande alegria de não ter precisão de ser alegre, Como uma oportunidade virada do avesso. Há quantas vezes vivo A vida vegetativa do pensamento! Todos os dias sine linea Sossego, sim, sossego... Grande tranqüilidade... Que repouso, depois de tantas viagens, físicas e psíquicas! Que prazer olhar para as malas fítando como para nada! Dormita, alma, dormita! Aproveita, dormita! Dormita! É pouco o tempo que tens! Dormita
Esperar com
paciência e tédio È simples demais. Desdenho minhas penas. Quero que o
verão dramático Prenda-me a seu carro de fortuna. Que muito por ti, ô
Natureza - Ah! Menos só e menos nulo! -, eu morra, Enquanto os Pastores,
que estranho, Estão quase a morrer pelo mundo.
Aceito que estações me
consumam. A ti, Natureza, me entrego; E toda a minha fome e sede. Se te
apraz, nutre, sacia. Nada de nada me ilude. Rir dos pais, é rir do
Sol. Mas eu não quero rir de nada; E livre seja este
infortúnio.
Não haverá uma
só coisa que não seja Uma nuvem. São assim as catedrais De vasta pedra e
bíblicos cristais Que o tempo arruina, e a Odisséia, sobeja E cambiante
como o mar. Há algo distinto Cada vez que a abrimos. Refletido No espelho
teu rosto é desconhecido, E o dia é um duvidoso labirinto. Somos os que se
vão. A numerosa Nuvem que se dissipa no poente É nossa imagem.
Incessantemente A rosa se transforma em outra rosa. És nuvem, és oceano e
és olvido. E és também o que terás perdido.
Sei...Hoje estou experimentando esse dia: Cinza Com uma cor de mofo por dentro Desmaiado Com um um cheiro de nada por fora Sonolento Com aromas de acido nas bordas Vazio Cheio de uma vontade de apagar No peso da tarde Que não cai No soluço da noite Que nao se levanta
hoje sei Entre ser e dizer Dorme uma pequena suja a comer chocolates Sem metafisica e sem poesia Sem pai,sem mae Sem familia ou patria Sem ter onde dormir O ser cansando Que nao sou,que nao fui O ser cansando que escorre Sangue desbotado Para dentro de um abismo
Preconceitos eu tinha Ao usar certas palavras feias Agora me libertei! De toda e qualquer palavra Tomarei o sumo mais preciso Agora tenho siso, ganhei juizo
Uma que sempre odiei Explode a fazer guizo Dentro de mim:Escroto! Grandioso Rei ESCROTO! Escrota rainha soberana Escrotas Aranhas negras Tecendo chats Fazendo coitos em noites frias
A virtual platéia Em espamos,alucinados, Aplaude a bizarrice Do sádico casal escroto! Orgasmo crescendo espalha: Vômitos de amebas Titica de galinha Bosta de baleias Tantas outras merdas: Escroto fedor de tarântulas Serpentes,víboras,esgotos!...
Vêm comer, alegres, Todos os vermes da terra Os restos mortais do gozo Do escroto casal A platéia lambendo as sobras Agradece,comovida! *Athina S.S.*
Helena Paparizou, em grego Έλενα Παπαρίζου, (Gotemburgo, 31 de janeiro de 1982) é uma cantora greco-sueca que se tornou famosa ao vencer o Festival Eurovisão da Canção de 2005, realizado em 21 de maio em Quieve (Ucrânia).
Começou a desenvolver o seu talento na música e na dança ainda na escola. Um passo muito importante para o lançamento no mundo da música foi a criação do grupo Antique, tendo este grupo participado no Festival Eurovisão da Canção e tendo alcançado para a Grécia um terceiro lugar, a melhor classificação para a Grécia até essa altura. O grupo Antique desapareceu em 2003, mas no fim deste ano Paparizou produziu o seu primeiro single como artista solo com a canção Anapántites Klíseis, uma canção criada especialmente para ela pelo compositor grego Christos Dantis.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Paparizou)
Helena Paparizou - Yparxei Logos
Apopse i nixta den perna
Den tin mporo, den tin antexo
Me prokalei sta skoteina
Kai ti miso otan de s'exo.
Mou leipeis toso, pou ego
Otan den eisai esu mazi mou
Otan den eisai esu edo
Niotho pos leipo
Ap ti zoi mou.
Yparxei logos
Thelo na rtheis esto gia ligo
Yparxei logos
Den exo alli antoxi.
Tha gino dromos na peraseis
Tha gino dakri na ksexaseis
Plai mou na sai
Otan ksipniso to proi
Plai mou na sai
Otan ksipniso to proi.
Den eisai to oneiro esi
Pou to proi tha exei svisei
Eisai to telos ki i arxi
Mes stis zois mou to methisi.
Tosa giati mes stin kardia
Ki auti i vradia xarti kameno
Gemise i nixta monaksia
Ksimerose kai perimeno.
Yparxei logos
Thelo na rtheis esto gia ligo
Yparxei logos
Den exo alli antoxi.
Tha gino dromos na peraseis
Tha gino dakri na ksexaseis
Plai mou na sai
Otan ksipniso to proi
Plai mou na sai
Otan ksipniso to proi.
Yparxei logos
Thelo na rtheis esto gia ligo
Yparxei logos
Den exo alli antoxi......
Yparxei logos
Thelo na rtheis esto gia ligo
Yparxei logos
Den exo alli antoxi.
Tha gino dromos na peraseis
Tha gino dakri na ksexaseis
Plai mou na sai
Otan ksipniso to proi
Plai mou na sai
Otan ksipniso to proi.
Plai mou na sai
Otan ksipniso to proi.
Zorba,O Grego....Um grego nunca dança com a cabeça,nem com o corpo, nem com os braços no corpo..um grego dança com a alma...por isso o corpo pode suportar tanta liberdade...de expressão
"dançamos com a cabeça e um sorriso no rosto, os braços são apenas para dar o equilíbrio".
ZORBA, O GREGO (ZORBA, THE GREEK), filme dirigido por Mixalis Kakoyannis, em 1964, com participações de Irene Papas e Alan Bates, que conferiu o Oscar a Anthony Quinn, eternizando-o no cinema. A história é um clássico da literatura grega, escrito por Nikos Kazantzakis. Kakoyannis criou uma Grécia pobre e austera, em branco e preto, onde Alexis Zorba é um camponês de meia idade, selvagem e sonhador, completamente sem preconceitos, com grande senso de humor e sede de viver. Ele influencia um jovem inglês (Alan Bates), seu chefe, que trabalha com ele em uma mina, a ter um pouco de loucura como o único caminho para a total liberdade. O filme é um culto à liberdade de expressão, representada no filme principalmente pela dança grega, o Syrtaki. Quanto mais sofre, mais Zorba dança! Para ele a dança é uma arte mental e não física : "dançamos com a cabeça e um sorriso no rosto, os braços são apenas para dar o equilíbrio". A música do filme, escrita por Mikis Theodorakis, passou a ser um ícone da música grega. Em 1968 surgiu na Broadway a versão musical de Zorba, interpretada por Herchel Bernardi. A imagem de Anthony Quinn ficou tão fortemente ligada à de Zorba, que o espetáculo foi um fracasso total. Em 1982, o próprio Quinn aos 67 anos de idade, estrelou uma nova montagem, com sucesso por quase cinco anos. Anthony Quinn fascinou-se tanto pela figura de Zorba que, mesmo na vida real, seus trejeitos ficaram muito semelhantes ao do personagem interpretado.(http://www.guiagrecia.com.br/)
Ballet Eleftheria - Syrtaki (popular - danza de Zorba)
Zorba played by the ntionl liberation army orchestra
O Zebékiko é uma dança desgovernada, cujos passos são ditados pelo coração do dançarino. Nesse momento, dizem os gregos, ele põe sua alma para fora. Como foi muito bem mostrado no clássico filme de Jules Dassin "Nunca aos Domingos" ( Never on Sunday ) não se deve interromper, por motivo nenhum, alguém que esteja dançando o Zebékiko, nem que seja para simplesmente cumprimentá-lo pela belíssima coreografia. Greek dance- zebekiko- drank dance
O Zebékiko, conhecido como a dança do bêbado, teve origem na Ásia menor e foi discriminada pela sociedade por muito tempo; entretanto, hoje é uma das danças mais populares na Grécia. É interpretada apenas por homens e dançada por uma única pessoa, com outras ajoelhadas ao redor e batendo palmas no ritmo da música. Uma característica do Zebékiko é que não existe uma coreografia específica; cada bailarino interpreta a música conforme a sente, expondo a sua alma.
BelezaBDSMaduros...clica para ler sobre um debate que aconteceu na sala Sm para maduros,no dia 25/01/2007, entre mim e a Rosa Vermelha, além de outros debatedores...muiito legal!
Para mim, mestre é quem ama o que ensina, mas também quem sabe profundamente o que ensina e transmite, além da técnica, conhecimentos e princípios éticos. No debate apresentado, e no meu entendimento, o título de MESTRE depende de um reconhecimento da comunidade. Fica uma pergunta: como se dá esse reconhecimento? Pois na universidade esse reconhecimento se dá através de testes e de uma instituição reconhecida pela sociedade para tal. Quando fala-se de reconhecimento da comunidade, que comunidade é essa? Se eu quero saber se o Fernando Henrique Cardoso é mestre pela Sourborne, na universidade há um registro, uma prova disso. Como saber quem conferiu o título na frente do nick ou do nome? Ou como os nicks, os títulos também serão resultado da fantasia de cada um
Israel era o artista mais popular no Havaí até a sua morte aos 38 anos, em 1997. Ele criou um estilo contemporâneo da música tradicional Havaiana e gravou o clássico Somewhere Over The Rainbow do filme Mágico de OZ, mesclado com outro clássico What A Wonderful World. Esta música se tornou sucesso mundial e lhe rendeu vários prêmios. Em 2001 foi lançado o cd Alone In IZ World. Um álbum póstumo contendo este sucesso e músicas inéditas. (Ricardo Barão)
Este vídeo,esta linda musica....sao presentes do querido amigo INVIsíVEl ameiiii !Obrigaaaaadaa de coraçao!
katitafala paraMestre Lenhard:Olá... poderia me responder uma questaum?
Mestre Lenhardfala parakatita: Claro
katitafala paraMestre Lenhard:alguem me disse aqui na sala que as cores das roupas de uma kajira tem certos signiificados...gostaria de saber se isso eh verdade..e o q.significa a cor a azul
Mestre Lenhardfala parakatita: Simé verdade. AKajira de Silk Azul é uma kajira escriba. Letrada.
katitafala paraMestre Lenhard:posso abusar um pouco mais? rs
Mestre Lenhardfala parakatita: pode menina
katitafala paraMestre Lenhard:qual seria, em sintese, a funçao de uma kajira que usa azul?
Mestre Lenhardfala parakatita: isso depende do Mestre. Para mim ela seria uma poetiza ou secretária...rs
Mestre Lenhardfala parakatita: mas cada Mestre acaba desenvolvendo sua visão do Blue Silk
katitafala paraMestre Lenhard:obrigada..ha dias queria saber isso e ninguem me respondia
katitafala paraTodos:sonhando com minha linda veste azul,simples,macia,leve...e os poemas....aos pès doSENHOR
katitafala paraTodos:Sonho belo este!Cena mais bela nunca poderia haver em o todo o universo!
...E assim vêdes, meu Irmão, que as verdades que vos foram dadas no Grau de Neófito, e aquelas que vos foram dadas no Grau de Adepto Menor, são, ainda que opostas, a mesma verdade.
(Do Ritual Do Grau De Mestre Do Átrio Na Ordem Templária De Portugal)
Conta a lenda que dormia Uma Princesa encantada A quem só despertaria Um Infante, que viria De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado, Vencer o mal e o bem, Antes que, já libertado, Deixasse o caminho errado Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida, Se espera, dormindo espera, Sonha em morte a sua vida, E orna-lhe a fronte esquecida, Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado, Sem saber que intuito tem, Rompe o caminho fadado, Ele dela é ignorado, Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino Ela dormindo encantada, Ele buscando-a sem tino Pelo processo divino Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro Tudo pela estrada fora, E falso, ele vem seguro, E vencendo estrada e muro, Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera, À cabeça, em maresia, Ergue a mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia.
Fernando Pessoa
Publicado pela primeira vez in Presença, n.os 41-42, Coimbra, maio de 1934. Acerca da epígrafe que encabeça este poema diz o próprio autor a uma interrogação levantada pelo crítico A. Casais Monteiro, em carta a este último:
A citação, epígrafe ao meu poema "Eros e Psique", de um trecho (traduzido, pois o Ritual é em latim) do Ritual do Terceiro Grau da Ordem Templária de Portugal, indica simplesmente - o que é fato - que me foi permitido folhear os Rituais dos três primeiros graus dessa Ordem, extinta, ou em dormência desde cerca de 1888. Se não estivesse em dormência, eu não citaria o trecho do Ritual, pois se não devem citar (indicando a origem) trechos de Rituais que estão em trabalho
Mirar el río hecho de
tiempo y agua Y recordar que el tiempo es otro río, Saber que nos perdemos
como el río Y que los rostros pasan como el agua.
Sentir que la vigilia es
otro sueño Que sueña no soñar y que la muerte Que teme nuestra carne es
esa muerte De cada noche, que se llama sueño.
Ver en el día o en el
año un símbolo De los días del hombre y de sus años, Convertir el ultraje
de los años En una música, un rumor y un símbolo,
Ver en la muerte el
sueño, en el ocaso Un triste oro, tal es la poesía Que es inmortal y
pobre. La poesía Vuelve como la aurora y el ocaso.
A veces en las tardes
una cara Nos mira desde el fondo de un espejo; El arte debe ser como ese
espejo Que nos revela nuestra propia cara.
Cuentan que Ulises,
harto de prodigios, Lloró de amor al divisar su Itaca Verde y humilde. El
arte es esa Itaca De verde eternidad, no de prodigios.
También es como el río
interminable Que pasa y queda y es cristal de un mismo Heráclito
inconstante, que es el mismo Y es otro, como el río
interminable.
Homenagens a Mari_DR...Parabéns para vc,querida!Eu te desejo um mundo cheio de beleza...da Poesia!
INTERVALO
Quem te disse ao ouvido esse segredo Que raras deusas têm escutado - Aquele amor cheio de crença e medo Que é verdadeiro só se é segredado?... Quem te disse tão cedo?
Não fui eu, que te não ousei dizê-lo. Não foi um outro, porque não sabia. Mas quem roçou da testa teu cabelo E te disse ao ouvido o que sentia? Seria alguém, seria?
Ou foi só que o sonhaste e eu te o sonhei? Foi só qualquer ciúme meu de ti Que o supôs dito, porque o não direi, Que o supôs feito, porque o só fingi Em sonhos que nem sei?
Seja o que for, quem foi que levemente, A teu ouvido vagamente atento, Te falou desse amor em mim presente Mas que não passa do meu pensamento Que anseia e que não sente?
Foi um desejo que, sem corpo ou boca, A teus ouvidos de eu sonhar-te disse A frase eterna, imerecida e louca - A que as deusas esperam da ledice Com que o Olimpo se apouca.
Fernando Pessoa, 11-9-1933
Vaga, no azul amplo solta
Vaga, no azul amplo solta, Vai uma nuvem errando. O meu passado não volta. Não é o que estou chorando.
O que choro é diferente. Entra mais na alma da alma. Mas como, no céu sem gente, A nuvem flutua calma.
E isto lembra uma tristeza E a lembrança é que entristece, Dou à saudade a riqueza De emoção que a hora tece.
Mas, em verdade, o que chora Na minha amarga ansiedade Mais alto que a nuvem mora, Está para além da saudade.
Não sei o que é nem consinto À alma que o saiba bem. Visto da dor com que minto Dor que a minha alma tem.
Fernando Pessoa,29-3-1931
Sorriso audível das folhas
Sorriso audível das folhas Não és mais que a brisa ali Se eu te olho e tu me olhas, Quem primeiro é que sorri? O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente Para fins de não olhar Para onde nas folhas sente O som do vento a passar Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando Onde não olha, voltou E estamos os dois falando O que se não conversou Isto acaba ou começou?
Mozart nasceu em 27 de Janeiro de 1756, em Salzburgo, e foi baptizado um dia depois, na catedral de São Ruperto com o nome latino de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart. Mozart passou a vida a mudar a forma como se chamava e a forma como era chamado pelos outros.
"Mozart engloba todo o reino da criação musical, porém eu só tenho o teclado na minha pobre cabeça."Frédéric Chopin Os dois primeiros nomes de baptismo recordam que o seu dia de nascimento, 27 de Janeiro, era o dia de São João Crisóstomo. "Wolfgangus" era o nome do seu avô materno. "Theophilus" era o nome do seu padrinho, o negociante Joannes Theophilus Pergmayr.
Mozartcontinuou, mais tarde, a fazer modificações ao seu nome, em especial o nome do meio, "Theophilus" (Teófilo) que significa, em grego, "Amigo de Deus". Só em raras ocasiões usou a versão latina deste nome, "Amadeus", que hoje tornou-se a mais vulgar. Preferia a versão francesa Amadé ou Amadè. Usou também as formas italiana "Amadeo"e alemã "Gottlieb".Salve Belo e divino GOTTLIEB
"Imortal Mozart, tu a quem tudo devo; tu graças a quem me perdi, senti a minha alma fulminada pelo espanto, experimentei o terror no mais íntimo do meu ser; tu a quem dou graças por ter encontrado na vida algo que conseguiu acordar-me!"Kierkegaard
"Mozart é o maior de todos os compositores. Beethoven "criava" sua música, porém a de Mozart é de tamanha pureza e beleza que sentimos que ele apenas a "encontrou" que ela sempre existira como parte da beleza interior do universo, esperando para ser revelada."Físico Albert Einstein
O processo criativo Em interessantísima carta inédita datada de 12 de outubro de 1790, "Mozart, der Goettlich",(Mozart, o divino), como o cognominava Beethoven, a pedido de um amigo, nos inicia no segredo do processo com que se elaboravam no seu cérebro as idéias musicais. "Como é que eu trabalho e como executo grandes composições musicais ? Não posso em realidade dizer-lhe senão isto: quando me sinto bem disposto, seja em carruagem quando viajo, seja de noite qundo durmo, acodem-me as idéias aos jorros, soberbamente. Como e donde, não sei. As que me agradam, guardo-as como se me tivessem sido trazidas por outras pessoas, retenho-as bem na memória e, uma após outra, delas tomo a parte necessária para fazer um pastel segundo as regras do contraponto, da harmonia, dos instrumentos, etc. Então, quando estou em profundo sossêgo, sinto aquilo crescer, crescer para a claridade de tal forma, que a obra mesmo extensa se completa na minha cabeça e posso abrangê-la num só relance, como um belo retrato ou uma bela mulher, e isso não parte por parte, mas de uma só vez. Achar aquilo e realizá-lo é um sonho soberbo _ que se desenvolve dentro de mim. Quando chego a esse ponto, nada mais esqueço, porque a memória é o melhor dom que Deus me deu." (...) "Erram as pessoas que pensam que minha arte me vem com facilidade. Eu lhe garanto, querido amigo, que ninguém devotou tanto tempo e pensamento a composição quanto eu. Não há um único mestre famoso cuja música eu não tenha estudado muitas vezes." Uma carta de Mozart
"Ich bin vergnirgt, weil ich zu komponiren habe, walches doch meine einzige Freude und Passion ist".(Estou contente porque tenho o que compor, o que realmente é minha única alegria e paixão.)Mozart
"Mozart foi alegria de minha juventude, o desespero de minha idade madura e o consolo de minha velhice. Por que o desespero?, perguntam-me sempre. E costumo responder que, no meio dos meus triunfos, não pude alcançar meu grande modelo"Gioacchino Rossini
Piano de Mozart em sua casa
Mozart "Theophilus" "Amigo de Deus" Salve Belo e divino
Eu acredito em Deus, Mozart e Beethoven!Richard Wagner Seria o máximo prazer achar um DOM que amasse Mozart e me prendesse em algumas músicas dele e me obrigasse a ficar dia e noite tentando tocar um pouco da magia que Mozart criou! Que sonho mais gostoso esse!***Athina***
Dom – forma de tratamento concedido a reis, príncipes e nobres portugueses, brasileiros e espanhóis (Don); a bispos católicos, a abades e aos beneditinos, sempre seguido do prenome. No caso de nobres, é transmitido apenas pela descendência varonil direta, a não ser quando a mãe seja chefe da casa real. Dom – donativo, presente, oferta. Dom – talento..Talento, vocação ou dom é também o nome que se dá a habilidades artísticas. Assim, afirma-se que tal pessoa tem talento para a música, ou talento culinário, ou talento para lidar com crianças, por exemplo. Atualmente, usa-se o termo talento para designar habilidades inatas das pessoas, ou capacidade natural para realizar determinadas atividades. Um outro significado do termo é a habilidade extraordinária que algumas pessoas têm para realizar suas atividades diárias, ao ponto de merecerem honra especial. D.O.M. – Abreviatura da frase latina Deo Optimo Maximo (Para Deus o máximo, o melhor).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
DOM - no BDSM......Quem domina a arte de dominar? quem eh Mestre nesta Arte?
Nana Mouskouri nasceu em 13 de outubro de 1943, em Atenas, Grécia.
Estudou música clássica na adolescência, mas foi expulsa do conservatório quando
descobriram que ela tocava jazz nas horas vagas. Depois do sucesso de seu
primeiro single, "Les Enfants Du Piree", de 1958, mudou-se para a Alemanha. Com
a ajuda de uma extensiva turnê pelos Estados Unidos e Europa, Mouskouri emplacou
diversas de suas canções nas paradas de todo o mundo, como "Weiss Rosen Aus
Athen", "Parapluies De Cherbourg" (um dueto com Michel Legrand ) e uma versão de
"Guantanamera". Seu sucesso foi sustentado em parte por suas diversas
apresentações em programas da BBC, à frente do grupo The Athenians. Em 1986,
alcançou o topo das paradas, com a música "Passport", feito repetido dez anos
mais tarde, com "Only Love". Desde então, tornou-se a embaixatriz do
entretenimento da UNICEF e continua gravando regularmente (em cinco línguas:
francês, inglês, alemão, espanhol e grego), sendo que o álbum "Return To Love"
foi lançado em 1997. por Marilia Yokota
pequena ilha de Delos (grego: Δήλος, Dilos)situa-se aproximadamente no centro do grupo de ilhas do Mar Egeu conhecido como Cíclades,tendo servido como santuário deApolo na Antiguidade Clássica, e sendo considerada mesmo o berço desse deus, bem como de Artemis.
Foi a sede da Liga de Delos, que congregava os aliados de Atenas contra Esparta,e onde primeiramente esteve guardado o tesouro da Liga.
Tradicionalmente, os historiadores distinguem quatro grandes períodos na história da sociedade grega:
1)Período homérico (isto é, a época entre 1200 e 800 a.C., narrada por Homero na Ilíada e na Odisseia), quando os aqueus, os jônios e os dórios conquistam e dominam Micenas, Tróia e Creta, trazendo para as costas do mar Egeu um regime patriarcal e pastoril, passando, no decorrer de quatrocentos anos à economia doméstica e agrícola e, em seguida, à economia urbana e comercial, quando começam a visitar países distantes.
2)Período da Grécia arcaica, ou dos Sete Sábios, dos finais do século viu a.C. ao início do século v a.C. Nesse período os agrupamentos constróem cidadelas ou fortalezas para sua defesa e, à sua volta, começam a surgir as cidades como sedes dos governos das comunidades (surgem Atenas, Tebas, Megara, no continente; Esparta e Corinto no Peloponeso; Mileto e Efeso na Ásia Menor; Mitilene, Samos e Caleis nas ilhas do mar Egeu). Passando da monarquia agrária à oligarquia urbana, economicamente predominam o artesanato e o comércio (portanto, a economia monetária), os artífices e comerciantes se sobrepõem aos aristocratas fundiários e os gregos se espalham por toda a orla do Mediterrâneo.
3)Período clássico,do século v a.C. ao iv a.C., quando, com as reformas de Clístenes, primeiro, e, mais tarde, com o governo de Péricles, Atenas se coloca à frente de toda a Grécia: desenvolve-se a democracia e surge o império marítimo ateniense. O porto de Atenas, o Pireu, é o centro para onde convergem produtos e ideias do mundo inteiro e de onde partem, em todas as direções, produtos e ideias, no apogeu da vida urbana, intelectual e artística. Acirram-se as rivalidades entre as cidades e tem início a Guerra do Peloponeso, que trará o fim do império ateniense e das cidades-estado gregas.
4)Período helenístico,quando a Grécia passa para o domínio da Macedônia, com Filipe e Alexandre, e, depois, para o domínio de Roma, integrando-se num mercado mundial e tornando-se colónia de um império universal, numa sociedade organizada regionalmente, agrupada por corporações profissionais e desenvolvendo um pensamento cosmopolita que se abre para o Oriente, ao mesmo tempo que passa a influenciá-lo intelectual e artisticamente. Seguindo essa periodização, a filosofia nasce na Grécia arcaica, alcança seu irogeu na Grécia clássica e se expande para além das fronteiras gregas no período helenístico. Ao todo, seis séculos. E se considerarmos o helenismo como período de uma filosofia greco-romana e de doutrinas cristãs (a patrística), a filosofia antiga se estende até o século vi d.C. Ao todo, dez séculos.
Introduçao a História da Filosofia- Marilena Chauí
Grego é o nome pelo qual os romanos designavam os Helenos, habitantes da Hélade que ficou conhecida como Grécia. As formas portuguesaGrécia, castelhana e italianaGrecia, francesaGrèce, inglesaGreece, são um eruditismo calcado sobre o latimGræcia (com o etnônimo respectivo grego, griego, greco, grec e greek, do latim græcus')'.
O geônimo latino se funda sobre o etnônimo, com sufixo (-ia), latim típico de nome de país ou região. O etnônimo latino é empréstimo ao grego graikós (grego), que sob a forma plural graikoí (gregos), principiou a ser episodicamente empregado em lugar do grego ΄ελληνες (helenos) somente depois de Aristóteles. Mesmo o latim Græcia, antes de designar a totalidade do país, foi usado com epítetos (Græcia Ulterior, Magna Græcia), ou no plural, Græciæ (as Grécias), quando abarcava o todo.
O todo em latim foi de início designado como Hellas, - adis, Hélade. Assim, por exemplo, em Plínio, o Velho. Em Cassiodoro já ocorre a forma latina Hellada. Esta, por sua vez, é empréstimo do gr. Hellás - ádos, que desde Ésquilo designa a totalidade da regiões habitadas pelos helenos
O hino nacional da Grécia e de Chipre foi extraído de um longo poema de 158 estrofes, todavia somente as duas primeiras são parte oficial da composição musical. O texto foi escrito por Dyonísios Solomós e musicado por Nikolaos Mantzaros, tendo sido oficialmente adotado em 1864. Trata-se duma ode à liberdade alcançada em 1821, após séculos de domínio otomano.
Uma discussão sobre o entendimento da palava MESTRE no bdsm
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: eu so queria entender o que no bdsm chamam de MESTRE ....horas com esta questaum.acho que todos ja sabem o que quer dizer Mestre no bdsm..eu nao seii
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: VOU TE FALAR
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: todo colocam a o problema do uso do titulo.....eu coloco a questaum do entendimento desse titulo
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: pelo que sei o título de Mestre representa que aquela pessoa pode ensinar algo sobre BDSM
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: EXATO
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: PRIMEIRO PONTO
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: ANTES DE FALARMOS DE BDSM
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: O QUE É UM MESTRE PRA VC
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: certo..mestree eh que ensina....no caso algo sobre bdsm
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: ALIAS........
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: ora mas eh assim tbm la fora
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: por vezes não expert em tudo no BDSM mas em algo dentro do BDSM, por exemplo shibari
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: BOM....
*Ouvindo baladinha fala para MESTRE DALÍ: bom mestre pra mim...aquele que me ajuda...com exemplos vividos por ele..a amar o que ele ensina
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: BOA DEFINIÇAO
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: ANTES.....
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: HAVIA SUGERIDO....ANTES DE ME SABATINAREM AQUI
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: ah ta..entaum tem a ver com ter algum conhecimento especializadoo
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: HAVIA SUGERIDO.....
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: assim ele orienta pessoas no que sabe e por vezes tem até discipulos como no mais o é
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: também
*Ouvindo baladinha fala para MESTRE DALÍ: antes o que?
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: certooo
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: É PRECISO QUE SE SAIBA....
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: e o que mais?
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: QUAL A DIFERENÇA
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: ENTRE DOMINADOR, SADICO E MESTRE
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: ESCRAVA , MASOQUISTA E SUBMISSA
*Ouvindo baladinha fala para MESTRE DALÍ: nem queria saber tanto
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: eu sou nova assim infelizmente não peguei o início do grupo no Brasil
*Ouvindo baladinha fala para MESTRE DALÍ: nao hoje..queria so .....
*Ouvindo baladinha fala para MESTRE DALÍ: eu so queria entender o que no bdsm chamam de MESTRE
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: UM MESTRE.....
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: mas pelo que vi aqui no grupo que participei e pelo que já li dos outros membros da sala
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: É AQUELE EM QUE DE ALGUMA FORMA.....TRANSMITE.....
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: AO MEIO QUE VIVE.....
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: CONHECIMENTO....
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: tah...mas fica a ideia...aquele que eh especialidazado em algum conhecimento....uma pratica qq
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: EXPERIENCIA......
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: E VIVENCIA.....
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: este - o Mestre recebia este título por ter alcançado um grande conhecimento e assim poderia passar este conhecimento adiante, por vezes ele poderia até mesmo orientar a pedido de um Dom uma sub para ele, o que tb é chamado de Mentor
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: E REFERENCIAS DAQUELA SOCIEDADE QUE VIVE OU CONVIVE
*Ouvindo baladinha fala para MESTRE DALÍ: ok....eh uma ideia para definir a palavra
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: EXATO....
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: COMO UM MESTRE ORIENTA...
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: SE É ISTO QUE QUER SABER....
*Ouvindo baladinha fala para MESTRE DALÍ: diga
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: PRIMEIRO....O ORIENTADO...TEM QUE RECONHEÇER NELE ESTA FIGURA
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: SE FORMOS ....
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: FAZER UMA AMPLIACAO DISTO
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: A COMUNIDADE TEM QUE RECONHECER
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: E INCLUSIVE FOI ESTE O TEMA ANTERIOR
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: COMO RECONHECER ALGUEM....QUE NO MEU CASO POR EXEMPLO....NEM DA COMUNIDADE PAULISTANA PARTICIPA
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: BOM...
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: ISTO É SO UM EXEMPLO
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: sim
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: aqui no grupo que participei
MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: HJ....
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: este conhecimento nao implica uma pratica? MESTRE DALÍ fala para *Ouvindo baladinha: ME PAREÇE QUE O DEBATE...
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: o Mestre é reconhecido pelo grupo como foi bem colocado por Mestre Dali
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: ssim isso tah claro
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: e ainda é escolhido pelo grupo
*Ouvindo baladinha fala para Rosa Vermelha: eh assim tbm na universidade...rs
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: tem mais de 1 Mestre
Rosa Vermelha fala para *Ouvindo baladinha: e estes Mestres nos orientavam em suas práticas em suas especialidades
Quase Dicionario...quase... bdsm(sala sm para maduros)
Mestre.....Para O ARABIAN KNIGHT...O titulo de Mestre...."Se daria pura e simplesmente pelo respeito conquistado no nosso meio"...
Isto é, Mestre seria aquele que conquistasse respeito no meio bdsm.
...RESPEITO...Parece que o sr Ak,ao falar de respeito falava, entre outas coisas, de transparencia,de jogar limpo....
"ARABIAN KNIGHTfala para£ady Fênix: Hoje me reservo o dirito de ter quantas submissas eu quiser, mas não escondo nada, jogo limpo entende ??"
Infelizmente o Sr Ak saiuu e mais nada falou sobre Respeito
Segundo §selena*§:
"na minha humilde opinião pedir pra ensinar não tem problema algum, o grande problema é ostentar um título que não lhe é pertinente, pq Mestres ensinam... Mas quanto a ser humilde e pedir pra aprender não acho problemas"
Mestre é aquele que ensina.Mas no bdsm de que respeito estamos falando? A quais ensinamentos seLena se refere?
Mesmo sem saber do que falavam..vamos tentar uma pequena definiçao...
Mestre é aquele que ensina, é transparente ao ensinar,por isso eh respeitado por todos.
Esta palavra "Mestre" dá um nó no entendimento..pois ela tem o mesmo significado fora do bdsm.Então o problema ha de ser em relaçao aquilo que o Mestre bdsmensina..e aquilo que ele tem de respeitar para nao cair no ridículo.....Nos debates com a rosa vermelha concluimos que....
Mestre: aquele conhece bem um assunto,que pratica e ensina o que conhece.
Para mim...Mestre é aquele que,por amar o que ensina e pratica, me ajuda amar tbm o que aprendo com ele!
Quando todos pensam o mesmo, ninguém está pensando."
Walter Lippmann
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Só existem duas coisas infinitas, o universo, e a estupidez humana. E eu tenho dúvidas sobre a primeira..." Albert Einstein
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Coragem!, animou-me o mestre. Não é cedendo ao ócio nem refestelando-se sobre plumas que se conquistam os prêmios ao valor. Aquele que á inatividade se entregar, de sí deixará sobre a terra memória igual ao traço que o fumo risca no ar e a espuma traça na onda. Supera a fadiga, vence torpor, recobra o ânimo , que das vitórias sobre os perigos, a primeira é a da vontade sobre o corpo. Pensa que devemos subir muito mais alto e que foi pouco o haver saído desse abismo. Se o que disse te aproveita, demonstra-o"
A Divina comédia, Inferno. Dante
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"Ser verdadeiramente grande não consiste em comovermo-nos apenas por uma grande causa, mas em encontrarmos grandeza no objeto do valor duma palheira quando a honra nisso está empenhada"
Aquilo que, creio, produz em mim o sentimento profundo, em que vivo, de incongruência com os outros, é que a maioria pensa com a sensibilidade, e eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.(frag 71) Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa
Nunca poderia ser O que tu querias de mim Presa cativa as tuas mentiras Menina tolinha...pura Aceitaçao de tuas manias Nunca seria o que tu querias Uma coisa sem vontade Ao pé de ti Dia e noite engolindo silêncios Meses a fio vomitando Tuas demências Nunca seria o que tu querias... Eu sou submissa! De alma cigana De desejos abertos À alegria, à ternura!Ao abraço... Nunca seria o que tu querias: Um pedaço de carne Jogado aos teus pés...MORTO!
Não me procures ali Onde os vivos visitam Os chamados mortos. Procura-me Dentro das grandes águas Nas praças Num fogo coração Entre cavalos, cães, Nos arrozais, no arroio Ou junto aos pássaros Ou espelhada Num outro alguém, Subindo um duro caminho Pedra, semente, sal Passos da vida. Procura-me!
Cantares de Perda e Predileção II
Que dor desses calendários Sumidiços, fatos, datas O tempo envolto em visgo Minha cara buscando Teu rosto reversivo.
Que dor no branco e negro Desses negativo Lisura congelada do papel Fatos roídos E teus dedos buscando A carnação da vida.
Que dor de abraços Que dor de transparência E gestos nulos Derretidos retratos Fotos fitas
Que rolo sinistroso Nas gavetas.
Que gosto esse do Tempo De estancar o jorro de umas vidas.
III Se a tua vida se estender Mais do que a minha Lembra-te, meu ódio-amor, Das cores que vivíamos Quando o tempo do amor nos envolvia. Do ouro. Do vermelho das carícias. Das tintas de um ciúme antigo Derramado Sobre o meu corpo suspeito de conquistas. Do castanho de luz do teu olhar Sobre o dorso das aves. Daquelas árvores: Estrias de um verde-cinza que tocávamos.
E as folhas da cor de tempestades Contornando o espaço De dor e afastamento.
Tempo turquesa e prata Meu ódio-amor, senhor da minha vida. Lembra-te de nós. Em azul. Na luz da caridade.
Da Morte. Odes Mínimas Durante o dia constrói Seu muro de girassóis (Sei que pretende disfarce E fantasia) Durante a noite, Fria de águas Molhada de rosas negras Me espia. Que queres, morte, Vestida de flor e fonte?
-Olhar a vida.
Do Desejo!!! Porque há desejo em mim, é tudo cintilância. Antes, o cotidiano era um pensar alturas Buscando Aquele Outro decantado Surdo à minha humana ladradura. Visgo e suor, pois nunca se faziam. Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo Tomas-me o corpo. E que descanso me dás Depois das lidas. Sonhei penhascos Quando havia o jardim aqui ao lado. Pensei subidas onde não havia rastros. Extasiada, fodo contigo Ao invés de ganir diante do Nada.
Roteiro do Silêncio Sonetos que não são III
Tenho te amado tanto e de tal jeito Como se a terra fosse um céu de brasa. Abrasa assim de amor todo meu peito Como se a vida fosse vôo e asa Iniciação e fim. Amo-te ausente Porque é de ausência o amor que se pressente. E se é que este arder há de ser sempre Hei de morrer de amor nascendo em mim. Que mistério tão grande te aproxima Deste poeta irreal e sem magia? De onde vem este sopro que me anima A olhar as coisas com o olhar que as cria? Atormenta-me a vida de poesia De amor e medo e de infinita espera. E se é que te amo mais do que devia Não sei o que se deva amar na terra.
Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo, que solidão errante até tua companhia! Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva. Em taltal não amanhece ainda a primavera. Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos, juntos desde a roupa às raízes, juntos de outono, de água, de quadris, até ser só tu, só eu juntos. Pensar que custou tantas pedras que leva o rio, a desembocadura da água de Boroa, pensar que separados por trens e nações tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos com todos confundidos, com homens e mulheres, com a terra que implanta e educa cravos.
Pablo Neruda
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Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
Enquanto faço o verso, tu decerto vives. Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue. Dirás que sangue é o não teres teu ouro E o poeta te diz: compra o teu tempo. Contempla o teu viver que corre, escuta O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo. Enquanto faço o verso, tu que não me lês Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala. O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas: "Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas". Irmão do meu momento: quando eu morrer Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo: MORRE O AMOR DE UM POETA. E isso é tanto, que o teu ouro não compra, E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto Não cabe no meu canto. Hilda Hilst
Eu sou um homem fechado. O mundo me tornou egoísta e mau. E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada, Com o teu passo leve, Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita...
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil Aonde viessem pousar os passarinhos.
***Mario Quintana ***
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***Angústia**
Talvez Ela me faça perdoar as ambições continuamente esmagadas, - que um fim azado repare os tempos de indigência, - que um dia de êxito nos adormeça sobre a vergonha de nossa fatal inabilidade,
(Ó palmas! diamante! - Amor, força! - mais alto que todas as alegrias e glórias! - de qualquer modo, em toda parte, - Demônio, deus, - Juventude deste ser que sou eu!)
Que os acidentes da magia científica e os movimentos de fraternidade social sejam apreciados como a restituição progressiva da liberdade primeva?...
Mas a Vampira que nos faz gentis ordena que nos divirtamos com o quanto nos deixa, ou então que sejamos ainda mais palermas.
Rolar nas feridas, no ar exausto e no mar; nos suplícios, pelo silêncio das águas e do ar assassinos; nas torturas que riem, em seu silêncio atrozmente encrespado.
****Rimbaud****
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**** O Albatroz**** Às vezes, por prazer, os homens de equipagem Pegam um albatoz, enorme ave marinha, Que segue, companheiro indolente de viagem, O navio que sobre os abismos caminha.
Mal o põem no convés por sobre as pranchas rasas, Esse senhor do azul, sem jeito e envergonhado, Deixa doridamente as grandes e alvas asas Como remos cair e arrastar-se a seu lado.
Que sem graça é o viajor alado sem seu nimbo! Ave tão bela, como está cômica e feia! Um o irrita chegando ao seu bico em cachimbo, Outro põe-se a imitar o enfermo que coxeia!
O poeta é semelhante ao príncipe da altura Que busca a tempestade e ri da flecha no ar; Exilado no chão, em meio à corja impura, As asas de gigante impedem-no de andar.
Charles Baudelaire Tradução de Guilherme de Almeida
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****PIEDADE **** Eu urrava nos poliedros da Justiça meu momento abatido na extrema paliçada os professores falavam da vontade de dominar e da luta pela vida as senhoras católicas são piedosas os comunistas são piedosos os comerciantes são piedosos só eu não sou piedoso se eu fosse piedoso meu sexo seria dócil e só se ergueria aos sábados à noite eu seria um bom filho meus colegas me chamariam cu-de-ferro e me fariam perguntas por que navio bóia? Por que prego afunda? eu deixaria proliferar uma úlcera e admiraria as estátuas de fortes dentaduras iria a bailes onde eu não poderia levar meus amigos pederastas ou barbudos eu me universalizaria no senso comum e eles diriam que tenho todas as virtudes eu não sou piedoso eu nunca poderei ser piedoso meus olhos retinem e tingem-se de verde Os arranha-céus de carniça decompões nos pavimentos Os adolescentes nas escolas bufam como cadelas asfixiadas arcanjos de enxofre bombardeiam o horizonte através do meus sonhos Roberto Piva
Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desigual, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouço clamar palavras a essa rede vibrante e rica, mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. Alegro com brio. Tentarei tirar ouro do carvão".
Clarice Lispector
*********** XXXI-Fausto
Tarde! Não poder Adivinhar o teu segredo E o teu mistério ilúcido. Ignorar Esta emoção, Vaga desesperança quase amarga, Da sensação que dás. Fernando Pessoa
********
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."
"De resto, com que posso contar comigo? Uma acuidade horrível das sensações, e a compreensão profunda de estar sentindo...Uma inteligência aguda para me destruir, e um poder de sonho sôfrego de me entreter...Uma vontade morta e uma reflexão que a embala, como a um filho vivo..."(frag12)
"Em mim foi sempre menor a intensidade das sensações que a intensidade da consciência delas. Sofri sempre mais com a consciência de estar sofrendo que com o sofrimento de que tinha consciência.
A vida das minhas emoções mudou-se, de origem, para as salas do pensamento, e ali vivi sempre mais amplamente o conhecimento emotivo da vida.
E como o pensamento, quando alberga a emoção, se torna mais exigente que ela, o regime de consciência, em que passei a vive o que sentia, tornava-se mais quotidiana, mais epidérmica, tornava-se mais titilante a maneira como sentia." (frag 93)
"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior."(frag 6)
" Cada qual tem o seu álcool. Tenho álcool bastante em existir. Bêbado de me sentir, vagueio e ando certo. Se são horas, recolho ao escritório como qualquer outro. Se não são hs, vou até o rio fitar o rio, como qualquer outro. Sou igual. E por detrás de isso, céu , onstelo-me às escondidas e tenho o meu infinito." (frag 110) Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa
Não havia sol Na cara dos dias Nas tardes Desmanchadas cores Escorrriam Pelas bordas das horas Melâncolias borradas De silêncios pálidos athiina bilio,8.10.2006
Tudo será capaz de ferir. Será. agressivamente real. Tão real que nos despedaça.
Não há piedade nos signos e nem no amor: o ser é excessivamente lúcido e a palavra é densa e nos fere. (Toda palavra é crueldade)
Aconteceu-me do Alto do Infinito
Aconteceu-me do alto do infinito Esta vida. Através de nevoeiros, Do meu próprio ermo ser fumos primeiros, Vim ganhando, e través estranhos ritos De sombra e luz ocasional, e gritos Vagos ao longe, e assomos passageiros De saudade incógnita, luzeiros De divino, este ser fosco e proscrito...
Caiu chuva em passados que fui eu. Houve planícies de céu baixo e neve Nalguma cousa de alma do que é meu.
Narrei-me à sombra e não me achei sentido. Hoje sei-me o deserto onde Deus teve Outrora a sua capital de olvido...
Que desça sobre mim a noite e em mim habite o vento renovando as pedras da linguagem
Que sobre mim se instaure o sopro da memória e o mistério dos astros e tudo o mais que eu possa suportar.
Que chova sobre mim espadas de dilúvio. Que caiam sobre mim escuridões. Sou claridade dissipada em tarde de amor e liturgia
Adolfo Casais Monteiro Ato de Contrição
Pelo que não fiz, perdão! Pelo tempo que vi, parado, correr chamando por mim, pelos enganos que talvez poupando me empobreceram, pelas esperanças que não tive e os sonhos que somente sonhando julguei viver, pelos olhares amortalhados na cinza de sóis que apaguei com riscos de quem já sabe, por todos os desvarios que nem cheguei a conceber, pelos risos, pelas lágrimas, pelos beijos e mais coisas, que sem dó de mim malogrei
— por tudo, vida, perdão!
*****
Vem Vento, Varre!
Vem vento varre Sonhos e mortos. Vem vento, varre Medos e culpas. Quer seja dia Quer faça treva, Varre sem pena, Leva adiante Paz e sossego, Leva contigo Nocturnas preces, Presságios fúnebres, Pávidos rostos Só cobardia.
Musica Radio Uol....amo a radio uol, sempre la buscando musica.Nota 9.0 Corvosong...super dez este site, as midis sempre abrem.Nota 10.0 Tempoesia-Midi Legal as midis,mas. nao sei porque, as vezes nao abrem.Nota 8.0 Luamusical-Midi claudiamidis-Midi..Super varidedade de midis!Mas com muiitos links quebrados,uma pena!Nota 9.0 Senhorinha-midis Este link ta quebradinho TheCalling-Video TheCalling:our LIVES Linda esta musica, eu a chamo de tema para uma alma que corre nua num corpo que brilha...nota 9.5 Letras de Musica Nota 10.0 para este site de letras de musicas...tudo que vc pensar acha la
Chamei! Implorei! Toda em preces Me curvei. Gritei! Meditei...
Ele nao veio Inscrever em mim A lei de seu aroma Do seu ritmo... Seu calor Sua dor...sua beleza! A lei de sua alegria E de sua cor Bailando em mágicos sons
Nao veio.... Em mim a certeza De que nada sou Impera!
Já não tenho alma. Dei-a à luz e ao ruído, Só sinto um vácuo imenso onde alma tive... Sou qualquer cousa de exterior apenas, Consciente apenas de já nada ser... Pertenço à estúrdia e à crápula da noite Sou só delas, encontro-me disperso Por cada grito bêbedo, por cada Tom da luz no amplo bojo das botelhas. Participo da névoa luminosa Da orgia e da mentira do prazer. E uma febre e um vácuo que há em mim Confessa-me já morto... Palpo, em torno Da minha alma, os fragmentos do meu ser Com o hábito imortal de perscrutar-me.
Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa
Fragmentos 79
"Leve, como uma coisa que começasse, a maresia da brisa pairou sobre o Tejo e espalhou-se sujamente pelos princípios da Baixa. Nauseava frescamente, num torpor frio de mar morto. Senti a vida no estômago, e o olfacto tornou-se-me uma coisa por detrás dos olhos. Altas, pousavam em nada nuvens ralas, rolos, num cinzento a desmoronar-se para branco falso. A atmosfera era de uma ameaça de céu cobarde, como a de uma trovoada inaudível, feita de ar somente.
Havia estagnação no próprio voo das gaivotas; pareciam coisas mais leves que o ar, deixadas nele por alguém. Nada abafava. A tarde caía num desassossego nosso; o ar refrescava intermitentemente.
Pobres das esperanças que tenho tido, saídas da vida que tenho tido de ter! São como esta hora e este ar, névoas sem névoa, alinhavos rotos de tormenta falsa. Tenho vontade de gritar, para acabar com a paisagem e a meditação. Mas há maresia no meu propósito, e a baixa-mar em mim deixou descoberto o negrume lodoso que está ali fora e não vejo senão pelo cheiro.
Tanta inconsequência em querer bastar-me! Tanta consciência sarcástica das sensações supostas! Tanto enredo da alma com as sensações, dos pensamentos com o ar e o rio, para dizer que me dói a vida no olfacto e na consciência, para não saber dizer, como na frase simples e ampla do livro de Job, "Minha alma está cansada de minha vida!"
Este Ajudante de guarda-livros é o magistral laboratório poético do
Não te fies do tempo nem da eternidade, que as nuvens me puxam pelos vestidos que os ventos me arrastam contra o meu desejo! Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, que amanhã morro e não te vejo!
Não demores tão longe, em lugar tão secreto, nácar de silêncio que o mar comprime, o lábio, limite do instante absoluto! Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, que amanhã eu morro e não te escuto!
Aparece-me agora, que ainda reconheço a anêmona aberta na tua face e em redor dos muros o vento inimigo... Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, que amanhã eu morro e não te digo...
A Criança Divina...É esta minha cotidiana vida de poeta
Clique para ouvir o poema com Paulo Autran
MENINO JESUS VERDADEIRO
Num meio-dia de fim de Primavera Tive um sonho como uma fotografia. Vi Jesus Cristo descer à terra. Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e a rolar-se pela erva E a arrancar flores para as deitar fora E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu. Era nosso demais para fingir De segunda pessoa da Trindade. No céu tudo era falso, tudo em desacordo Com flores e árvores e pedras. No céu tinha que estar sempre sério E de vez em quando de se tornar outra vez homem E subir para a cruz, e estar sempre a morrer Com uma coroa toda à roda de espinhos E os pés espetados por um prego com cabeça, E até com um trapo à roda da cintura Como os pretos nas ilustrações. Nem sequer o deixavam ter pai e mãe Como as outras crianças. O seu pai era duas pessoas - Um velho chamado José, que era carpinteiro, E que não era pai dele; E o outro pai era uma pomba estúpida, A única pomba feia do mundo Porque nem era do mundo nem era pomba. E a sua mãe não tinha amado antes de o ter. Não era mulher: era uma mala Em que ele tinha vindo do céu. E queriam que ele, que só nascera da mãe, E que nunca tivera pai para amar com respeito, Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir E o Espírito Santo andava a voar, Ele foi à caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz E deixou-o pregado na cruz que há no céu E serve de modelo às outras. Depois fugiu para o Sol E desceu no primeiro raio que apanhou. Hoje vive na minha aldeia comigo. É uma criança bonita de riso e natural. Limpa o nariz ao braço direito, Chapinha nas poças de água, Colhe as flores e gosta delas e esquece-as. Atira pedras aos burros, Rouba a fruta dos pomares E foge a chorar e a gritar dos cães. E, porque sabe que elas não gostam E que toda a gente acha graça, Corre atrás das raparigas Que vão em ranchos pelas estradas Com as bilhas às cabeças E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas Quando a gente as tem na mão E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus. Diz que ele é um velho estúpido e doente, Sempre a escarrar para o chão E a dizer indecências. A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia. E o Espírito Santo coça-se com o bico E empoleira-se nas cadeiras e suja-as. Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica. Diz-me que Deus não percebe nada Das coisas que criou - "Se é que ele as criou, do que duvido." - "Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória, Mas os seres não cantam nada. Se cantassem seriam cantores. Os seres existem e mais nada, E por isso se chamam seres." E depois, cansado de dizer mal de Deus, O Menino Jesus adormece nos meus braços E eu levo-o ao colo para casa. ... ... ... Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro. Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava. Ele é o humano que é natural. Ele é o divino que sorri e que brinca. E por isso é que eu sei com toda a certeza Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina É esta minha quotidiana vida de poeta, E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre. E que o meu mínimo olhar Me enche de sensação, E o mais pequeno som, seja do que for, Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo Dá-me uma mão a mim E outra a tudo que existe E assim vamos os três pelo caminho que houver, Saltando e cantando e rindo E gozando o nosso segredo comum Que é saber por toda a parte Que não há mistério no mundo E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre. A direção do meu olhar é o seu dedo apontado. O meu ouvido atento alegremente a todos os sons São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro Na companhia de tudo Que nunca pensamos um no outro, Mas vivemos juntos e dois Com um acordo íntimo Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas No degrau da porta de casa, Graves como convém a um deus e a um poeta, E como se cada pedra Fosse todo o universo E fosse por isso um grande perigo para ela Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens E ele sorri porque tudo é incrível. Ri dos reis e dos que não são reis, E tem pena de ouvir falar das guerras, E dos comércios, e dos navios Que ficam fumo no ar dos altos mares. Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade Que uma flor tem ao florescer E que anda com a luz do Sol A variar os montes e os vales E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o. Levo-o ao colo para dentro de casa E deito-o, despindo-o lentamente E como seguindo um ritual muito limpo E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma E às vezes acorda de noite E brinca com os meus sonhos. Vira uns de pernas para o ar, Põe uns em cima dos outros E bate palmas sozinho Sorrindo para o meu sono. ... ... ... Quando eu morrer, filhinho, Seja eu a criança, o mais pequeno. Pega-me tu ao colo E leva-me para dentro da tua casa. Despe o meu ser cansado e humano E deita-me na tua cama. E conta-me histórias, caso eu acorde, Para eu tornar a adormecer. E dá-me sonhos teus para eu brincar Até que nasça qualquer dia Que tu sabes qual é. ... ... ... Esta é a história do meu Menino Jesus. Por que razão que se perceba Não há-de ser ela mais verdadeira Que tudo quanto os filósofos pensam E tudo quanto as religiões ensinam ?
ATHINA, ESSE POEMA DO GIBRAN TROUXE ESPECIALMENTE PRA VOCÊ. POR CONTA DA MÚSICA QUE ESTÁ APRENDENDO E POR QUE CLARO, ELE É NOSSA CARA DE SUB, ESPECIALMENTE A TUA. SINTA-SE ENVOLVIDA POR ESSAS PALAVRAS...
BJUS DA *femme*
Divina Música!
Gibran Khalil
Filha da Alma e do Amor. Cálice da amargura e do Amor. Sonho do coração humano, fruto da tristeza. Flor da alegria, fragrância e desabrochar dos sentimentos. Linguagem dos amantes, confidenciadora de segredos. Mãe das lágrimas do amor oculto. Inspiradora de poetas, de compositores e dos grandes realizadores. Unidade de pensamento dentro dos fragmentos das palavras. Criadora do amor que se origina da beleza. Vinho do coração que exulta num mundo de sonhos. Encorajadora dos guerreiros, fortalecedora das almas. Oceano de perdão e mar de ternura. Ó música. Em tuas profundezas depositamos nossos corações e almas. Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos e a ouvir com os corações.
O Dono pode ter tantas subs/escravas quantas quiser,quando sabe administar...A certeza de que tudo vai bem é dada pelo grau de satisfação de cada escrava/submissa que ELE tem em seus domínios.É claro que falo segundo o ponto de vista de uma submissa e cativa!
Agora, ter irmã de coleira?...Não teria, porque ter uma irmã é estabelecer uma relaçao muito íntima...(ja tenho um monte delas, como brigamos...rs..rs) Não vejo necessidade disso..cada uma na sua,longe uma da outra, todas sempre lindas e maravilhosas e prontas para servir, do melhor modo possivel, a aquem escolheu servir.
Estar sempre pronta e maravilhosa, não sentir ciúmes,não ficar insegura, segurar todas neuras que podem pintar...é muiiito complicado!!! Mas isso é coisa que cada uma resolve consigo mesma e com o Dono...
Em sintese: nenhuma escrava/submissa de QUEM escolhi servir seria minha irmã de coleira...A relaçao é Dele.Eu não tenho nada a ver com isso!
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Há de ser uma deliicia cada uma poder se sentir única e especial,isso é com o Dono!.Acho loucura um Dom ter muitas escravas...Ele tem de ser muiito especial para poder dar conta!Mas, se dá conta, então, que todos sejam felizes, sejam alegres e contentes....(ah, as neuras...rs..sao tantas!Muitas delas o DOM nunca sabe da existência...Faz parte da alma feminina,da alma submssa(cativa) esconder um pouco e cuidar,sozinha, de algumas neuras...Ah, melhor parar por aqui)
Sou,em essência,dupla natureza!Sou submissa em alma, infinitamente sensível,meiga e terna..Sou athina!.A outra,nao se submete,nao se curva jamais,é selvagemm,cheia de coragem e de vontades, muito mental.Sou CARMEN,a cigana!
Se ao menos houvesse nesse mundo algum DOM severo, verdadeiro, sensível, inteligente...capaz de,com paciência e sabedoria,juntar esses dois lados...Ah,seria a glória!
Nunca encontrei nenhum! Será que ELE existe?
AAmooo este Poema do Neruda....
Tus Ojos Oceanicos...na verdade o poema 07
Inclinado en las tardes tiro mis tristes redes a tus ojos oceánicos.
Allí se estira y arde en la más alta hoguera mi soledad que da vueltas los brazos como un náufrago. Hago rojas señales sobre tus ojos ausentes que olean como el mar a la orilla de un faro. Sólo guardas tinieblas, hembra distante y mía, de tu mirada emerge a veces la costa del espanto Inclinado en las tardes echo mis tristes redes a ese mar que sacude tus ojos oceánicos. Los pájaros nocturnos picotean las primeras estrellas que centellean como mi alma cuando te amo.
Galopa la noche en su yegua sombría desparramando espigas azules sobre el campo.
Apesar que já ouvi Dom dizer que não aceitaria isso, particularmente não vejo nada demais. Não podemos nos limitar ao conhecimento daquele/a que virá a ser o dono/a da nossa vontade, e gerenciador da nossa submissão. Quanto mais pessoas conhecemos, melhor poderemos escolher qual queremos obedecer. Qual aquele/a que se identifica com nossos desejos submissos...
É o que costumo dizer: sub sem coleira, é sub sem dono/a. Mas ao mesmo tempo, acho indispensavel o uso da coleira por qualquer submisso/a! *****
**Athina**
Questão complicada, pelo menos para mim! Se eu chegar ao ponto de negociar com um Dom é porque ja estou de 4 por ele, já estou e me sinto cativa.Ora, nao tenho como negociar com mais de um dom, pois nao sou cativa, assim, de vários! Para mim, negociar com mais de um é putaria com meus sentimentos,é orgia pura, pura sacanagem! Se e quando um Dom me cativa, eu sou dele, não quero saber de outro, nao quero saber de nogociar com outro.Isso nao faz sentido para mim Quanto ao uso de coleira....a mais séria, a única verdadeiramente importante é aquela que é condicionada pelo que sinto, ou seja, uma coleira, preciosa, que usaria sempre, na alma...essas coleiras virtuais, ou qq outra,se nao houver esta "preciosa"nao tem nenhum valor! 12/11/2006
Deixa que o olhar do mundo enfim devasse Teu grande amor que é teu maior segredo! Que terias perdido, se, mais cedo, Todo o afeto que sentes se mostrasse?
Basta de enganos! Mostra-me sem medo Aos homens, afrontando-os face a face: Quero que os homens todos, quando eu passe, Invejosos, apontem-me com o dedo.
Olha: não posso mais! Ando tão cheio Deste amor, que minh'alma se consome De te exaltar aos olhos do universo...
Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio: E, fatigado de calar teu nome, Quase o revelo no final de um verso.
Se te pareço noturna e imperfeita Olha-me de novo. Porque esta noite Olhei-me a mim, como se tu me olhasses. E era como se a água Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio E deslizando apenas, nem tocar a margem. Te olhei. E há tanto tempo Entendo que sou terra. Há tanto tempo Espero Que o teu corpo de água mais fraterno Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta Olha-me de novo. Com menos altivez. E mais atento.
Ela estava deitada e se deixava amar, E do alto do divã, imersa em paz, sorria A meu amor profundo e doce como o mar, Que ao corpo, como à escarpa, em ondas lhe subia. O olhar cravado em mim, como um tigre abatido, Com ar vago e distante ela ensaiava poses, E o lúbrico fervor à candidez unido Punha-lhe um novo encanto às cruéis metamorfoses. Se aproximavam, mais sutis que Anjos do Mal, Para agitar minha alma enfim posta em repouso, Ou arrancá-la então a rocha de cristal Onde, calma e sozinha, ela encontra pouso. E estando a lamparina agora agonizante, Como na alcova houvesse a luz só da lareira Toda vez que emitia um suspiro faiscante, Inundava de sangue essa pele trigueira. Postado na " Nos de submssas" por Analisub
Um Soneto
Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar e que a vai relembrando pouco a pouco em casa a passear, a passear...
No movimento (eu mesmo me desloco nesta cadeira, só de o imaginar) o mar abandonado fica em foco nos músculos cansados de parar.
Há saudades nas pernas e nos braços. Há saudades no cérebro por fora. Há grandes raivas feitas de cansaços.
Mas - esta é boa! - era do coração que eu falava... e onde diabo estou eu agora com almirante em vez de sensação?...
Fernando Pessoa(mas isso tem cara do Alvaro de Campos...agora me deu dúvida)
Tudo em mim, por esses dias nos dias que virão, é só saudade!Pura saudade...daquele sagrado sonho!(21.09.6) Aqueles sagrados dias em que a saudade fazia doer as pernas e os braços, fazia dor até por fora do meu ser em ruínas...aqueles dias passaram! (30.11.06)
Meu dom de sonhar está pleno deste DOM Porque ELE deixa meus olhos De submissa à BELEZA Alucinados de alegria encantada
Em video a arte fantástica do MESTRE
Salve MAESTRO ZINEDINE ZIDADE
Leve na perfeiçao dos movimentos:Divino!
Ele é alto,bem alto,do tamanho do que sempre pôde ver, pode ser! Venceu grandes e terriveis misérias,venceu muitas barreiras,e se projetou no mundo.Hoje é adorado por multidoes.A inteligência é solar,é leve, é graciosa e divina!Ele é filho de Vênus,ascendente a 28 graus de TOURO! Inteligência divina que ele, com MAESTRIA, fez descer ao corpo para brilhar em todos os estágios, em todos os estádios,enchendo de alegria infinitos coraçoes!Salve grandeDon, MAESTRO ZINEDINE ZIDANE! (athina)
A tranquilidade de quem sabe ser UNO com a sua Arte
Zidane, best goals and moves at Real Madrid
Assim, tão livre a brincar a sua arte maior,parece voar!
Novos canditatos...Seu DOM de sonhar vai explodir!
Observe os detalhes de cada um DELES! Escolha um...Vote!
Vc só pode votar em apenas um, escolha e vote!
Na alma
Sonhar nao é utopia!Utópico quer dizer fora do lugar,do tempo,da epoca!Dom de sonho tem um lugar e um tempo,na alma que sonha,na alma de quem tem e ama ter o DOM de sonhar!
A natureza, aliada divina, nos permite reverenciar vários deuses. Dentre “ELES”, destaco um em especial: um *deus* moreno e alto, de olhar profundo, cara de mau, de mãos controladoras e corpo perfeito, dono de habilidades que encantam o mundo todo. Acima de tudo, *SUA* presença enche meus olhos de emoção...
minha alma reconhece *NELE*, um lindo *DOM* - único e diferenciado de todos os outros deuses...e meu coração o aplaude sempre, com batidas aceleradas!!! By Teimosa*
Que belo este HDOM, o Sr Luiz FIGO
O belo de muitos talentos brilhando em verdes campos
No Real Madrid: todo o apoio do Maestro
*** "A superioridade do sonhador consiste em que sonhar é muito mais prático que viver, e em que o sonhador extrai da vida um prazer muito mais vasto e muito mais variado do que o homem de acção.Em melhores e muito mais directas palavras, o sonhador é que é o homem de acção."(BS-LD,91)
Meu Dom de Sonhos...Como ele é? Ele é livre!!É um HDOM que vive em busca de se libertar de medos, de dores, de mágoas, de anseios, de sonhos....rss..Como conheço este DOM! Ele é Guerreiro,general disciplinado,muito mandão....É artista, é poeta...É menino,cigano dançarino! É amigo...quase parece um cretino...É ousado,é firme como uma rocha quando busca ser o que sonha ser! Ás vezes parece um REI:belo, senhor de si mesmo, ético,altivo!.... E eu que amo me curvar ao poder do BELO, nunca deixo de estar a sonhar com ELE... Mas...tenho de confesar, muitas e muitas vezes ELE parece um cretino...rss...Não sonho menos por causa disso!
Canção da alma Caiada
Aprendi desde criança Que é melhor me calar E dançar conforme a dança Do que jamais ousar
Mas às vezes pressinto Que não me enquadro na lei: Minto sobre o que sinto E esqueço tudo o que sei.
Só comigo ouso lutar, Sem me poder vencer: Tento afogar no mar O fogo em que quero arder.
De dia caio minh'alma Só à noite caio em mim por isso me falta calma e vivo inquieto assim.
Antonio Cicero
Meu Dom de sonhos diria isso:" só comigo ouso lutar" Eu amaria um DOM de carne osso e alma que ousasse dizer a si mesmo: so comigo ouso lutar....E assim, quem sabe,pudesse se livrar de tantas tolices ou,quem sabe,ousasses ser quase um cretino!
Mas, sempre e sempre, só vejo uma liturgia vazia...O poeta,se pudesse perder tempo,até diria:
"Tênue, roçando seda pelas horas, Teu vulto ciciante passa e esquece, E dia a dia adias para a prece O rito cujo o ritmo só decoras..."
Todo ritual vazio dever ser realizado em frente ao espelho:cada palavra,cada gesto,cada olhar...todas as chibatadas devem ser ensaiadas nos mínimos detalhes...Grande teatrozinho em que tudo é Tédio onde só o ter tédio nos seduz...As vezes a alma, exausta de nada sentir, olha o sonho la no fundo do coraçao,suspira,respira, morre um pouco,depois,sabendo que sempre pode sonhar, num sorriso leve, esboça um deboche,um sarcasmo, uma ironia...Assim, sorrindo frente ao Rito cujo ritmo so decoras, Minha alma fica num silêncio de violinos enternecidos! Sento-me ao pé dos séculos e cismo seu perfil de inércia e vôo...Seu perfil feito de carne e osso, seu perfil real, cheio de sangue que se esparrama na bunda de tuas escravinhas,seu perfil ensaiado tão perfeitamente,seu perfil de inércia e vôo!
Pela alameda alagada de sensaçoes,minha alma, roxa de rir, alastra-se na canção...DE alma caiada!
Ne me quitte pas Il faut oublier Tout peut s'oublier Qui s'enfuit deja Oublier le temps Des malentendus Et le temps perdu A savoir comment Oublier ces heures Qui tuaient parfois A coups de pourquoi Le coeur du bonheure Ne me quitte pas (4 fois)
Moi je t'offrirai Des perles du pluie Venues de pays Ou il ne pleut pas Je creuserai la terre Jusqu'apres ma mort Pour couvrir ton corps D'or et de lumiere Je ferai un domaine Où l'amour sera roi Où l'amour sera loi Où tu seras reine Ne me quitte pas (4 fois)
Ne me quitte pas Je t'inventerai Des mots insensés Que tu comprendras Je te parlerai De ces amants là Qui ont vu deux fois Leurs coeurs s'embraser Je te racont'rai L'histoire de ce roi Mort de n'avoir pas Pu te rencontrer Ne me quitte pas (4 fois)
On a vu souvent Rejaillir le feu De l'ancien volcan Qu'on croyait trop vieux Il est paraît-il Des terres brûlées Donnant plus de blé Qu'un meilleur avril Et quand vient le soir Pour qu'un ciel flamboie Le rouge et le noir Ne s'épousent-ils pas Ne me quitte pas (4 fois)
Ne me quitte pas Je ne veux plus pleurer Je ne veux plus parler Je me cacherai là A te regarder Danser et sourire Et à t'écouter Chanter et puis rire Laisse-moi devenir L'ombre de ton ombre L'ombre de ta main L'ombre de ton chien Ne me quitte pas (4 fois)
E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tende píedade das mulheres Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!
Tende piedade da moça feia que serve na vida De casa, comida e roupa lavada da moça bonita Mas tende mais piedade ainda da moça bonita Que o homem molesta – que o homem não presta, não presta, meu Deus!
Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação E sonham exaltadas nos quartos humildes Os olhos perdidos e o seio na mão.
Tende piedade da mulher no primeiro coito Onde se cria a primeira alegria da Criação E onde se consuma a tragédia dos anjos E onde a morte encontra a vida em desintegração.
Tende piedade da mulher no instante do parto Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão.
Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade Mas tende piedade também das mulheres casadas Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.
Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas Mas que vendem barato muito instante de esquecimento E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.
Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas De corpo hermético e coração patético Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçada Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.
Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade.
Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras Que são crianças e são trágicas e são belas Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam E que têm a única emoção da vida nelas.
Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse Ter piedade de si mesma e de sua louca mocidade E outra, à simples emoção do amor piedoso Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.
Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas A vida fere mais fundo e mais fecundo E o sexo está nelas, e o mundo está nelas E a loucura reside nesse mundo.
Tende piedade, Senhor, das santas mulheres Dos meninos velhos, dos homens humilhados – sede enfim Piedoso com todos, que tudo merece piedade E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!
O sonhador não é superior ao homem activo porque o sonho seja superior à realidade.A superioridade do sonhador consiste em que sonhar é muito mais prático que viver, e em que osonhador extrai da vida um prazer muito mais vasto e muito mais variado do que o homem de acção.Em melhores e muito mais directas palavras, o sonhador é que é o homem de acção.
Sendo a vida essencialmente um estado mental, e tudo, quanto fazemos ou pensamos, válido para nós na proporção em que o pensamos válido, depende de nós a valorização. O sonhador é um emissor de notas, e as notas que emite correm na cidade do seu espírito do mesmo modo que as da realidade. frag.:91 Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros em Lisboa
sou pequena e meiga, sensível, inteligente como a peste..rsss...nao tenho dono,não quero ter,nao sei lidar com dominadores, nunca soube, porque sou a suprema rebeldia..rsrsrs Houve um tempo que desejei ter uma coleira de esmeraldas...rs...Hoje nao quero nada! Só continuar me dedicando de corpo e alma as minhas duas donas:a MÚSICA E A POESIA! Talvez, ainda e sempre, me submeta ao que amo de paixão:todas as coisas gregas....se sobrar tempo! O resto...ah, nao sei! Vou adiar...bom,posso me encantar de novo por algum HDOM, bem ideal, amante, tbm, dessas coisas da alma...então caso com ele...rsss...eu amo sonhar. Fazer o que? Nasci assim!
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Los pájaros nocturnos picotean las primeras estrellas que centellean como mi alma cuando te amo.
Por onde vou levo comigo esses versos,no coraçao,na minha alma...Não só por estar caindo de amores pelo Neruda.Não,nao por isso...é pq eles falam do que acontece quando AMO!
Livro do Desassossego-Bernardo Soares
Como há quem trabalhde de tedio, escrevo por vezes,de não ter o que dizer.O devaneio, em que naturalmente se perde quem não pensa, perco-me eu nelle por escripto, pois sei sonhar em prosa.E há muiito sentimento sincero, muita emoção legitima que tiro de não estar sentindo
Meu amado Imortal
Quando ponho de parte os meus artifícios e arrumo a um canto, com um cuidado cheio de carinho - com vontade de lhes dar beijos - os meus brinquedos, as palavras, as imagens, as frases - fico tão pequeno e inofensivo, tão só num quarto tão grande e tão triste, tão profundamente triste!."
Para uma sessão...ia amar o Bolero de Ravel, aquilo é puro fogo que tortura...rs...Magina o resto!Mas tbm poderia ser a Polonaise, do Chopen..hummm nossa! Que tesão duplo, triplo, InfinitoCaraaamba,isso mata uma pobre sub!Rs... Beijos dourados para o QUERIDO SENHOR
A polonaise de que falo é a Polonaise em Lá Bemol (Heroic).Gosto de dizer Chopén em homenagem à patria amada do Fryderyk, a Polônia. Beijos em lá maior para o querido SENHOR
Mas,estive pensando...queria mesmo que ELE fosse, ao me tocar, a própria polonaise: o vigor, a firmeza, a força, a ternura,o amor imenso,na ponta dos dedos,não mao, no braço, no coração...Amor imenso que só se sente pela amada pátria imortal. Mas,ELE nem precisaria ser nada disso. Quero mesmo é o absoluto silêncio para poder ouvi-lo.Ouvir a respiração,o sangue correndo nas veias DELE.Quero ouvir coração mudando de rítmo quando sentir a alegria e o prazer de me tornar, infinitamente,DELE! E se ELE falasse uma única palavra...seria capaz de morrer! Música?Não precisa. ELE pode ser toda a MÚSICA!
Beijos musicantes para o QUERIDO SENHOR!
Postei isso numa comuna,quis trazer para cá,assim o Querido Senhor pode saber que música eu mais amaria nesse mundo.
*Tuamenina* às 13:40...20.7.06
Um pequeno fio de agua...do mar,rolando desde minha alma, me faz recordar: Como vive e vibra um passado todo feito de sonhos!
Não há o que não tenha feito para ver este passado morrer...estou TRISTE!(22.11.06)